Saúde

Fiocruz quer pedir registro de vacina de Oxford à Anvisa em janeiro

A presidente da Fundação, Nísia Trindade, afirmou que a entrega final de documentos para registro da vacina no Brasil, deve ser feita até 15 de janeiro de 2021.
31/12/2020 06h46 - atualizado

A presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade, afirmou na manhã desta quarta-feira (30), que a entrega final de documentos para registro da vacina de Oxford, contra a Covid-19, no Brasil deve ser feita até 15 de janeiro.

A afirmação foi feita durante cerimônia de entrega de R$ 20 milhões da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) à Fiocruz para combate à Covid-19.

Nísia disse no evento, que o dia é histórico pela aprovação do uso da vacina contra o novo coronavírus, desenvolvida por Oxford e AstraZeneca no Reino Unido.

De acordo com a Fiocruz,  a previsão é que o primeiro lote com 1 milhão de doses seja entregue entre 8 e 12 de fevereiro.

Segundo o estudo publicado no início da dezembro na revista científica "Lancet", a vacina de Oxford, desenvolvida em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, tem eficácia que variou entre 62% e 90% a depender da dosagem aplicada.

Ainda não há data definida para início da campanha de vacinação no Brasil, mas a expectativa do Ministério da Saúde é começar entre 20 de janeiro e 10 de fevereiro, se os fabricantes das vacinas obtiverem aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a tempo.

A presidente da Fiocruz explicou que o plano nacional de vacinação do Ministério da Saúde prevê usar o imunizante nas três primeiras fases, que atenderão 49,6 milhões de pessoas de grupos prioritários, como trabalhadores de saúde, idosos e indígenas.

A vacina de Oxford é uma das quatro testadas no Brasil, que tem um contrato de compra e de transferência de tecnologia do imunizante. O imunizante será produzido em solo brasileiro pela Fiocruz, mas ainda precisa de aprovação da Anvisa.

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