Piauí

Juíza manda prefeita de Piripiri pagar salários atrasados de servidores

A juíza Maria do Rosário de Fátima Martins determinou que o município efetue o pagamento dos salários dos servidores que atuaram na linha de frente do combate à Covid-19 em dezembro de 2020.
27/05/2021 17h32 - atualizado

A juíza Maria do Rosário de Fátima Martins Leite Dias, titular da 3ª Vara da Comarca de Piripiri, determinou que a Prefeitura de Piripiri administrada pela prefeita Jôve Oliveira, efetue o pagamento dos salários, referentes ao mês de dezembro de 2020, dos servidores que atuaram na linha de frente do combate à Covid-19 na cidade.

A decisão foi expedida após ação civil ajuizada pelo Ministério Público do Estado do Piauí, por meio da 3ª Promotoria de Justiça de Piripiri.

Por meio de instauração de procedimento administrativo, foi constatado que servidores contratados pela Secretaria Municipal de Saúde (SESAM) não haviam recebido o pagamento referente a dezembro sob alegação de mudança de gestão e ausência de responsabilidade em relação ao débito. Para obter uma solução, a Promotoria de Justiça realizou três audiências, no entanto a SESAM alegou a ausência de documentação comprobatória, pois não foi encontrada relação com os nomes dos servidores temporários, apesar dos trabalhadores apresentarem contratos e comprovantes.

No decorrer da apuração, também observou-se ainda que as contratações ocorreram em detrimento da Lei Municipal nº 869, de 01 de setembro de 2017, e de orientações expedidas pelo Tribunal de Contas do Estado do Piauí, uma vez que não foi realizado processo seletivo simplificado, com ampla divulgação prévia, inclusive no órgão oficial dos Municípios.

“Tais irregularidades, não elidem o dever do município de pagar por serviços efetivamente prestados, ainda mais serviços relacionados ao combate à Covid-19, nos quais os trabalhadores se expuseram a perigo de contágio e mereciam, no mínimo, a retribuição pelo serviço prestado”, ressaltou o promotor de Justiça Plínio Fontes, representante da 3ª PJ de Piripiri.

A magistrada então requereu o pagamento aos servidores e também determinou que o município se abstenha de realizar qualquer contratação excepcional ou temporária, sem a realização de processo seletivo prévio e simplificado, sob pena de multa diária no importe de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), limitado ao teto de R$ 100.000,00 (cem mil reais).

Outro lado

O Viagora procurou a gestora para falar sobre o assunto, mas até o fechamento da matéria a prefeita não foi localizada.

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