Polícia

PF diz que advogados causaram rombo de R$ 55 milhões ao INSS no Piauí

A Polícia Federal informou durante coletiva nesta terça-feira (09), que a organização era formada por 17 advogados, sendo 11 de Teresina e 6 do Maranhão.
09/11/2021 13h52 - atualizado

Na manhã desta terça-feira (09), o Chefe da Delegacia de Repreensão a Crimes Previdenciários, Lucimar Sobral, disse em coletiva de imprensa na sede da Polícia Federal, que a organização criminosa investigada por fraudes previdenciárias, geraram um prejuízo estimado em R$ 55,8 milhões aos cofres do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no Piauí.

O delegado que atuou na Operação Bússola, deflagrada pela PF, destacou que cerca de 1975 benefícios foram concebidos por meio de identificação falsa, sendo que 170 são de pessoas fictícias. ‘’ Os servidores do INSS, advogados e intermediários faziam a capitação de clientes, que não eram trabalhadores rurais, e, por meio do pagamento de propina, faziam a concessão de aposentadoria rural’’, explicou.

A Polícia Federal informou também durante a coletiva que a organização era formada por 17 advogados, sendo 11 de Teresina e 6 do Maranhão.

  • Foto: Luis Marcos/ ViagoraColetiva de impressa da operação bússolaOperação Bússola

Segundo a PF, entre os investigados com prisão decretada estão oito servidores do INSS, 17 advogados e 14 intermediários.

Ainda conforme a PF, dos 17 advogados, 15 foram presos e 2 não foram localizados. Além das prisões, a Justiça também determinou o bloqueio das contas dos acusados e a suspensão do exercício da função pública para os servidores do INSS.

De acordo com a polícia, de um total de 39 mandados de prisão, foram cumpridos 34 até o momento.

  • Foto: Luis Marcos/ ViagoraDelegado Lucimar SobralDelegado Lucimar Sobral

De acordo Lucimar Sobral, os servidores recebiam R$ 2 mil, dos R$ 11 mil que eram sacados, a outra parte da quantia era destinada ao pagamento dos suspeitos de integrar a organização criminosa. ‘’Desse total, o beneficiário pagava os advogados, e continuava recebendo o benefício mensalmente’’, explicou.

Questionado se os suspeitos agiam juntos o delegado informou que eles tinham vínculos em comum, mas trabalhavam de forma separada. ‘’São vários grupos com pontos em comum. Nós observamos que tem advogados com acesso à apenas um servidor, e outros com acesso à dois servidores’’, disse.

O delegado ainda ressaltou que o valor do benefício era concebido no Piauí e que no Maranhão, existiam advogados e intermediários que traziam os clientes para o estado, contudo até o momento da investigação nenhum servidor do INSS do Maranhão foi identificado.

  • Foto: Luis Marcos/ ViagoraColetiva de impressa da operação bússolaColetiva de impressa da Operação Bússola

Participaram da coletiva de imprensa, o Coorneador- Geral de Inteligência Preidenciária e Trabalhista, Marcelo Ávila, o Coordenador de Repressão a Crimes Fazendários, Cléo Mazzoti, dentre outros delegados.

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