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Hemopi é reconhecido por ampliar acesso a tratamento inovador

A instituição descentralizou oferta do medicamento emicizumabe pelo SUS e já beneficia pacientes da capital e do interior do estado

O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Piauí (Hemopi) recebeu reconhecimento do setor farmacêutico pelo trabalho desenvolvido na implementação do protocolo de utilização do emicizumabe e pela descentralização do acesso ao medicamento para crianças com hemofilia A grave. O fármaco, considerado um avanço no tratamento da doença, é disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes de até seis anos de idade que não apresentam inibidores do fator VIII.

De acordo com o governo, o reconhecimento destaca a atuação do Hemopi na ampliação da assistência especializada, garantindo que o tratamento chegue também aos pacientes do interior do estado. Atualmente, 19 crianças piauienses já recebem a terapia profilática, incorporada ao SUS após a atualização dos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde, no fim de 2025.

Foto: Divulgação/ Governo do PiauíHemopi é reconhecido no SUS por tratamento da hemofilia
Hemopi é reconhecido no SUS por tratamento da hemofilia

Segundo a gerente técnica do Hemopi, a hematologista Karina Nava, a descentralização do atendimento representa um dos principais avanços da instituição na assistência às pessoas com hemofilia.

"Além da adesão ao protocolo, conseguimos descentralizar o acesso ao emicizumabe. Hoje já temos pacientes em Parnaíba recebendo o tratamento profilático, fortalecendo nossa rede de assistência à hemofilia e garantindo que o cuidado especializado chegue cada vez mais perto das famílias", afirmou.

A hemofilia A é uma doença genética rara provocada pela deficiência do fator VIII, proteína responsável pela coagulação sanguínea. A condição aumenta o risco de hemorragias espontâneas ou decorrentes de pequenos traumas, podendo causar danos às articulações, músculos e outros órgãos quando não tratada adequadamente.

Até pouco tempo, o tratamento preventivo era realizado exclusivamente por meio da reposição intravenosa do fator VIII, procedimento que exige aplicações frequentes e pode perder eficácia em alguns pacientes devido ao desenvolvimento de anticorpos.

Com o emicizumabe, a profilaxia torna-se menos invasiva. Aplicado por via subcutânea, o medicamento reproduz a função do fator VIII, possui ação prolongada e reduz significativamente a frequência das aplicações, proporcionando maior conforto, segurança e qualidade de vida aos pacientes.

Para Karina Nava, a incorporação da nova terapia representa uma transformação na assistência oferecida pela rede pública de saúde.

"Esse medicamento representa uma verdadeira revolução no tratamento da hemofilia infantil. A aplicação subcutânea substitui o tratamento intravenoso convencional, reduz os episódios de sangramento e oferece uma alternativa mais segura, moderna e humanizada para os nossos pacientes", ressaltou.

Conforme o governo, a ampliação do uso do emicizumabe pelo SUS consolida um importante avanço no atendimento às pessoas com hemofilia em todo o país. No Piauí, o reconhecimento recebido pelo Hemopi reforça o compromisso da instituição em oferecer um tratamento cada vez mais acessível, especializado e próximo da população, fortalecendo a rede estadual de atenção às doenças hematológicas.

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