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"Um gesto extraordinário", diz Wellington sobre união Lula e Alckmin

O pré-candidato ao Senado Federal também falou sobre a coordenação da campanha nacional de Lula e o diálogo com o empresariado em busca de apoio ao projeto político do PT.

Na manhã desta quarta-feira (20), pré-candidato ao Senado Federal, Wellington Dias, falou sobre a coordenação da campanha nacional de Lula e o diálogo com o empresariado em busca de apoio ao projeto político do PT. O ex-governador esteve presente na filiação de prefeitos à sigla em solenidade realizada na Assembleia Legislativa do Piauí.

O ex-governador afirmou que tem conversado de maneira discreto com o setor empresarial de diversos segmentos com o objetivo de encontrar equilíbrio econômico e crescimento para o Brasil.

Foto: Luis Marcos/ ViagoraEx governador Wellington Dias
Ex governador Wellington Dias

“Nós temos feito já uma série de rodadas mais discretas como é próprio da relação com o setor empresarial, o setor elétrico construção civil, o setor da produção agropecuária, o setor relacionado as micro e pequenas empresas, a relação com o setor do turismo. Eu destaco também o comércio tanto atacadista como varejista, um diálogo em que de um lado a gente coloca claramente o que está em jogo é ‘qual é o Brasil que queremos?’ Levamos em conta uma discussão de um Brasil que de um lado precisa sim de organização das suas finanças, mas precisa voltar a ter capacidade de impulsionar crescimento, um casamento de investimentos públicos e privados para impulsionar crescimento”, ressalta o Wellington Dias.

Para Wellington Dias a aliança entre o ex-presidente Lula e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin é um gesto extraordinário que colocaram as diferenças de lado e se uniram por um interesse maior: a defesa da democracia e de outras pautas sociais de desenvolvimento do país.

“Nós temos um líder que é o Luiz Inácio Lula da Silva que fez um gesto extraordinário juntamente com o ex-governador Geraldo Alckmin, um gesto de coragem, eu diria que tem que ser muito valorizado, um gesto de líderes que durante três décadas estiveram em campos opostos, o Lula no PT e o Geraldo Alckmin no PSDB, disputaram eleições, inclusive encabeçada por Lula e Geraldo Alckmin no país e agora se colocam por um interesse maior no país a disposição do povo, construindo um movimento com líderes não apenas de diferentes partidos que mesmo não estando coligados estão dialogando, partido que tem diferenças, mas colocam as diferenças de lado e se unem em torno de uma pauta que é comum: a defesa da democracia, uma política ambiental de sustentabilidade, olhar para a economia com esse cuidado, o descontrole inflacionário, a carestia, que chega ao preço da comida da mesa, ao combustível, em energia e em todas as áreas impactando na vida”, explica o ex-governador.

O ex-governador também explicou sobre sua contribuição na coordenação da campanha do ex-presidente Lula: “Eu estou buscando ajudar nacionalmente com a coordenação do presidente Lula para que dia 7 de maio a gente tenha um ato pelo Brasil que vai muito além das fronteiras dos partidos, estarão lá artistas, cientistas, economistas, acadêmicos, pessoas de diferentes setores, do campo, da cidade, a juventude, ou seja, queremos um Brasil da esperança”, declara.

Wellington Dias ainda falou sobre o retrato de um Piauí marginalizado que anteriormente incomodava os piauienses e reconheceu que o Estado ainda enfrenta problemas. Mas o pré-candidato pontuou que essa realidade mudou e que há a necessidade de uma nova geração engajada para perpetuar essas mudanças.

“Sim, nós temos a necessidade no caso do Piauí que atingiu patamar que era aquele sentimento que nos incomodava do Estado mais pobre do Brasil, o patinho feio do Brasil. É verdade que ainda temos problemas, mas é verdade que há um outro Piauí se você olha os 224 municípios, olhar o retrato de 2002 e o retrato de 2022, muita coisa mudou. Então há a necessidade agora de uma nova geração por isso eu acho muito importante o Rafael Fonteles, um jovem de 34 anos com experiência no setor público e privado, afinado com as novas gerações, com os novos pensamentos do Brasil e do mundo, colocar seu nome à disposição e é claro para mudanças, não será o mesmo será um novo momento, um novo caminho para o nosso Piauí. No Brasil também, o Lula tem dito que não pode ser presidente da república para fazer o que ele já fez, ele quer ser presidente da República para fazer mais e melhor pelo Brasil”, diz Wellington Dias.

As tratativas que visam acalmar os ânimos da ala extrema da esquerda não é uma tarefa simples, como explica o ex-governador, porém Wellington Dias ressaltou que tem trabalhado para que outros campos políticos possam potencializar as pautas em comum.

“Não é uma tarefa simples, eu vou citar um ditado do meu interior: quando a gente faz um carregamento de abóbora, melancia, a carrada vai ser arrumando no meio da caminhada, da estrada. Então não vamos zerar diferenças, divergências, mas vamos potencializar o que temos em comum que são muitas as coisas que temos em comum tanto no campo esquerda com esquerda ou com Centro, Centro com Centro. Eu acho que cada vez mais a população compreende que não é razoável imaginar o Brasil nesse caminho da destruição que prejudica desde pessoas, famílias, municípios, esse ódio, essa coisa ruim, eu acho que é hora do Brasil do bem, vai dar certo”, destaca.

A vinda do Lula ao estado é esperada por militantes do partido e apoiadores do petista, apesar de não ter data prevista Welllington Dias revelou que o ex-presidente deseja retornar ao Piauí para lançar um programa social de Segurança Alimentar.

“Previsão ainda por definir, mas uma coisa já está certa ele quer voltar ao Nordeste, provavelmente ao Piauí, onde ele lá atrás lançou o programa Fome Zero, ele quer lançar o programa voltado para a segurança alimentar ainda sem data definida”, pontua.

Por fim, o ex-governador falou sobre a especulação de quem seria o ministro da Fazenda escolhido pelo ex-presidente Lula para atuar no seu governo: “Em nenhum momento o presidente Lula tratou com ninguém sobre ministério que seria diferente do previsto, nada de sapato alto, o que o presidente quer é muita humildade, muito trabalho, não é uma tarefa simples, temos que trabalhar respeitando a vontade do povo, é claro após as eleições é o momento dele pensar juntamente com o time a qual foi eleito em escolher o melhor para o Brasil”, concluiu.

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