Genevaldo Silva

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Covid-19: G1 prevê 33 mil mortes de pessoas no Piauí. É mentira!

03/04/2020 20h00 - atualizado

O site de informações G1 Piauí, afiliado ao Grupo Globo, publicou reportagem nessa quinta-feira (02), sobre estudos desenvolvidos (não se sabe quais, pois a reportagem não cita) para estimar os impactos da mortalidade do coronavírus no Brasil e no Piauí.

A matéria diz que os números estão sendo utilizados como base de dados pelo governo do estado e estima que o Piauí poderá ter mais de 33 mil mortes pela doença, caso o isolamento social não seja respeitado pela população.

A reportagem relata sobre uma pesquisa que foi utilizada pelo governo do estado para tomada de decisões e que contou com a colaboração da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a Fundação Oswaldo Cruz, em Mina Gerais.

O G1 ressalta que os dados são projeções e que podem variar para mais ou para menos. Diz o texto: “As projeções levam em conta o fato de a população ter um maior ou menor índice de isolamento social”.

Os dados foram levantados baseados nos números divulgados na Itália. “O número de pessoas mortas no Piauí, levando em consideração a aplicação da taxa de letalidade registrada na Itália, bastante alta, e a taxa de infecção de 50% da população, é de até 33,22 mil mortes em decorrência da Covid-19. Tendo a mesma taxa de letalidade, mas com a infecção de 25% dos piauienses, haveria 16,6 mil mortes, ” destaca o G1/Piauí.

A reportagem ainda traz a avaliação do prefeito de Teresina, Firmino Filho, sobre a situação da doença no estado.

Firmino diz que “700 pessoas podem morrer no Piauí, com mais de 3,5 mil pessoas precisando de internações no estado”. O prefeito conclui “falo do Piauí, embora seja prefeito de Teresina, porque nossa capital concentra cerca de 90% dos sistemas hospitalares que serão utilizados para receber esses pacientes, então precisamos saber com o que estamos lidando". O prefeito de Teresina faz parte da turma radical do isolamento total da população.

Na segunda-feira (30/03), Firmino havia baixado um decreto liberando as atividades de lojas de material de construção, de autopeças e os pets shops. Três dias depois, o prefeito resolveu voltar atrás e endurecer as regras de isolamento social. Alegou em uma rede social “devido ao aumento de fluxo nos últimos dias na cidade e o perigo para o atual momento, vou publicar novo decreto restringindo ainda mais o comércio”.

Comento

As projeções apresentadas pelo estudo não merecem crédito e estão fora da realidade. Mesmo que a população piauiense não seguisse as determinações absurdas da quarentena horizontal, o estado jamais chegaria a ter 33 mil mortes por causa do novo coronavírus.

O único objetivo do levantamento hipotético e sem base científica é criar pânico nas pessoas e fazê-las com que permaneçam em isolamento total. Isso vai acarretar na maior crise econômica da história do país gerando desemprego, fome e miséria.

Usar como parâmetro os dados de mortalidade da Covid-19 na Itália e fazer projeções hipotéticas para o Piauí, é de um mau-caratismo delinquente. É achar que todos os piauienses são idiotas e desinformados.

É necessário observar dois aspectos importantes para discordar dos dados: no país europeu cerca de 25% da população é idosa e tem acima de 65 anos, e o clima frio contribui para proliferação e uma maior sobrevida do vírus.

Em contraposição à Itália, o Piauí vive uma realidade totalmente diferente.

Duas características em nossa região contribuem para que não sejamos afetados letalmente como ocorre no país europeu. Primeiro, nosso clima quente reduz o risco de contágio e da proliferação do vírus. E o segundo, está no fato de termos uma população formada em sua maioria por jovens.

Dados divulgados pelo IBGE em 2019, demonstram que nossa população de idosos acima dos 65 anos é de apenas 8,74%. A população ativa com idade entre 15 e 64 anos representa mais de 68%. E a população jovem, com idade de 0 a 14 anos, chega a 22%.

Já é sabido, cientificamente, que mais de 80% dos casos de letalidade do vírus são em idosos acima de 60 anos e em pessoas que têm doenças preexistentes ou que sofram de comorbidades, indepedente da idade.

Nesta sexta-feira (03), o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde do Piauí registra 288 casos suspeitos, 544 descartados, 22 confirmados e 4 óbitos.

Analisando os dados no geral divulgados pelo Ministério da Saúde, o Piauí é um dos poucos estados onde os números de infectados são bem reduzidos e de óbitos também. Arrisco até a afirmar que no Piauí os óbitos não chegarão a 50.

Nosso estado jamais chegará aos números registrados no país europeu. Nem mesmo se fosse adotado o isolamento vertical proposto por Bolsonaro e defendido por muitos infectologistas.

Os dados apresentados não servem para alertar as pessoas sobre os perigos da doença, mas apenas para criar pânico na população. O site está apenas prestando um desserviço para o povo piauiense e seguindo a linha editorial da matriz, a Globo.

O Grupo Globo a cada dia está perdendo a credibilidade ao divulgar, diariamente, em seus telejornais projeções insanas e destoantes da realidade brasileira.

As informações divulgadas diariamente pelos telejornais procuram, a todo momento, trazer para o Brasil, a realidade calamitosa vivida pela Itália, Espanha e agora EUA.

Existe uma torcida velada para que nossa população sofra as mesmas consequências de mortandade que passam os países acima.

A intenção da emissora é apenas prejudicar o Governo Federal levando informações tendenciosas e calamitosas acerca da pandemia. Os motivos quase todos sabem: acabou a mamata da publicidade federal (nosso dinheiro) para bancar toda sua estrutura empresarial.

É sabido que a emissora passa por uma reformulação estrutural no Grupo para se adequar à nova realidade financeira. Não é à toa que está demitindo profissionais antigos (em todas as áreas) da empresa e contratando pessoas mais jovens com baixos salários.

Dados oficiais dão conta que a emissora recebeu no período de 2000 a 2016 (governos de Fernando Henrique, Lula, Dilma) mais de R$ 10,2 bilhões em verba de publicidade. Apenas nos governos Lula e Dilma, o grupo recebeu a extraordinária bagatela de R$ 6, 2 bilhões. Não se sabe quanto de recursos o Grupo recebeu da gestão do ex-presidente Temer. Clique aqui e veja os dados.

Não existem números oficiais sobre os gastos de publicidade do governo Bolsonaro. Porém, é possível depreender, pelas matérias jornalísticas do Grupo Globo contra o governo, que os recursos minguaram enormemente.

A Globo vive sua pior crise financeira e entrou numa guerra insana e KamiKaze contra o presidente Bolsonaro. Tenta a todo custo criar factoides para derrubar o presidente. Quem assiste aos telejornais da emissora tem a impressão que em breve teremos uma catástrofe mundial e viveremos num mundo descrito no filme Mad Max.

O patrono da emissora, Roberto Marinho, deve estar se revirando no túmulo diante da gestão desastrosa dos filhos.

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