Coronavírus no Piauí

Barreira sanitária entre Teresina e Timon monitora variante indiana

Conforme a FMS, as barreiras serão montadas aos finais de semana com início de 8hs até às 12h, e seguirá pelos próximos meses a depender da demanda.
28/05/2021 10h50 - atualizado

Barreira Sanitária

Na manhã desta sexta-feira (28), a prefeitura de Teresina através da Fundação Municipal de Saúde (FMS), instalou uma barreira sanitária na Ponte da Tabuleta, que liga o Piauí ao estado do Maranhão pela zona Sul, com o objetivo de evitar a chegada da nova variante da Covid-19 a capital.

Conforme a FMS, as barreiras serão montadas aos finais de semana com início de 8hs até às 12h, e provavelmente seguirá pelos próximos meses a depender da demanda e conta com o apoio da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (STRANS) e Guarda Civil Municipal.

O presidente FMS, Gilberto Albuquerque, explica que será feito medição de temperatura, questionamentos para investigar sintomas gripais e caso necessário será realizado o teste para o novo coronavírus, as equipes também estão dando orientações e tirando dúvidas sobre a prevenção da doença.

“Nós vamos parar os veículos que adentram em Teresina, principalmente ônibus e caminhões e vamos fazer esse trabalho de averiguação de temperatura, a parte educativa, se necessário faremos os testes e encaminharemos para o tratamento, isolamento social. Se caso der positivo encaminharemos pra UBS do São Pedro que fica aqui próximo e se alguém precisar de internação vai pro Promorar”, pontuou.

Para a diretora de Vigilância em Saúde da FMS, médica Amariles Borba, que foi uma das seis primeiras pessoas vacinadas contra a covid-19 no estado do Piauí, barreiras como esta são provas que a pandemia não chegou ao fim.

“Essa barreira serve para mostrar que a pandemia não acabou e nós precisamos mais do que nunca continuar com tendo os cuidados devidos. A gente vê uma mudança de óbitos, de faixa etária, de que os idosos estão morrendo menos do que os mais jovens”, pontuou.

A diretora da Central de laboratórios do município, o Laboratório Raul Bacellar, Lilibeth Sales, ressalta que o diferencial da variante indiana que está circulado é um poder de contaminação bem mais agressivo.

“A gente sabe que no estado vizinho já tem a variante indiana, e essa variante ganhou um poder de contaminação, podemos dizer um pouco mais agressiva. O diferencial dela é que ela desenvolveu uma espicula que tem um poder de disseminação bem maior. Então a intenção da barreira sanitária é exatamente diminuir o máximo possível essa contaminação, essa disseminação aqui no nosso município”, explicou.

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