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Advogada diz que Alisson Wattson está protegido de expulsão da PM

Ravenna Castro diz que vai peticionar aos órgãos internacionais de Direitos Humanos e denunciar o caso.

A advogada da família de Camilla Abreu, estudante assassinada pelo então namorado, Alisson Wattson, está criticando a demora para conclusão do processo de expulsão do capitão da Polícia Militar. Ravenna Castro, que fez uma publicação em sua rede social ontem (1º), acredita que o PM está sendo protegido e que estão querendo botá-lo na reserva remunerada. Em contrapartida, o Governo esclarece que segue o trâmite normal.

  • Foto: Reprodução/FacebookAdvogada Ravenna Castro.Advogada Ravenna Castro.

“Vamos peticionar aos órgãos internacionais de Direitos Humanos e denunciar. Já esperamos demais e não tivemos nenhuma resposta”, lamenta a advogada.

Ravenna Castro ainda critica a suposta falta de atenção do Governo do Piauí para o caso. Segundo ela, os interesses políticos e econômicos estão sendo priorizados. “O governador Wellington Dias se preocupa com o empréstimo, com o Lula, com as eleições, mas não se preocupa e nem respeita as famílias e as vítimas de violência no Piauí”, escreveu.

Camilla Abreu estava desaparecida desde o dia 25 de outubro de 2017. No dia 31 do mesmo mês, seu corpo foi encontrado pela Delegacia de Homicídios, e o seu namorado foi preso. De acordo com o inquérito policial, o capitão foi o responsável pelo assassinato da estudante. O crime foi motivado por ciúmes e foi realizado por meio que dificultou a defesa da vítima.

Apesar de não exercer mais o cargo de policial militar, Alisson Wattson ainda continua recebendo remuneração. Ele encontra-se preso e aguardando o julgamento do Júri Popular.

“Já fazem seis meses da morte e fingem que a gente nem existe. Exigimos uma resposta!”, reivindicou a advogada da família da jovem assassinada.

Trâmite normal

Em resposta ao Viagora, a assessoria do Governo do Piauí esclareceu que o prazo para que o capitão seja expulso da PM ainda não terminou.

"O processo está dentro do prazo normal. Já passou pela Corregedoria da Polícia, pela Procuradoria Geral do Estado e foi encaminhado para a assessoria jurídica do Karnak. Após isso, ainda vai para o Tribunal de Justiça".

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