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Mãe de vítima diz que Marcos Vitor solto é um perigo para sociedade

A prisão preventiva do ex-estudante de medicina foi decretada em 7 de outubro de 2021 e ele encontra-se foragido.

Em agosto o ex-estudante de medicina Marcos Vitor Aguiar Dantas completa dez meses que está foragido da Justiça após ser acusado de estuprar três crianças da própria família em Teresina. O Viagora entrevistou advogada e estudante de medicina, Priscila Karine, mãe de uma das vítimas, que falou sobre o andamento do caso.

A mãe da vítima relata que já se passou um ano desde o dia em que ela fez a denúncia e iniciou todo o processo que resultou na prisão preventiva decretada no dia 07 de outubro de 2021. O acusado foi indiciado pelo crime de estupro contra as irmãs de 3 e 9 anos e a prima de 12 anos de idade.

“Agora dia 07 de agosto vai fazer 10 meses que ele recebeu mandado de prisão, foi em outubro do ano passado. A denúncia foi dia 30 de julho faz um ano da denúncia e foragido faz 10 meses”, explica Priscila.

Foto: Divulgação/InstagramMarcos Vitor Aguiar Dantas Pereira
Marcos Vitor Aguiar Dantas Pereira

De acordo com Priscila, o processo está em fase final, as testemunhas já foram ouvidas e em breve a família irá descobrir se Marcos Vitor será condenado pelo crime.  

A advogada também informou que a polícia solicitou o nome do ex-estudante de medicina na lista de procurados da Organização Internacional de Polícia Criminal, conhecida como Interpol, porém até o momento o pedido não foi atendido.

“Está do mesmo jeito porque o que eu sei é que o processo em si já está sendo finalizado e vai para julgamento, vamos saber se ele vai ser condenado ou não. Foi solicitado pela polícia a colocação do nome dele na lista de foragidos da Interpol e o MP nunca resolveu isso, só sei que ele nunca foi colocado. O MP está parado com relação a isso”, afirma.

Priscila Karine afirmou que Marcos Vitor deve aparecer, mas  não neste momento. A advogada revela também que a família do acusado está contra as vítimas. “Uma hora ele vai ter que aparecer, só acho que não vai ser por agora. A família dele é toda contra a gente, acha que é mentira, que nós inventamos que criamos toda essa história da nossa cabeça e que nós colocamos na mídia para se aparecer, como se alguém quisesse se aparecer com uma história dessa”, diz.

Ainda sobre o assunto, Priscila afirma: “Mas eles compreendem fielmente que é mentira, inclusive lá na audiência o pai dele e o pai também de duas das vítimas, que estão processando, entrou com testemunha de defesa dele, então nós ficamos muito decepcionadas. É muito complicado porque você fica sozinha brigando pelas vítimas”, ressalta.

Em relação as crianças que foram vítimas do abuso, Priscila Karine informou que todas passam bem e que estão se recuperando do trauma.

“As meninas no geral estão bem e como ele fugiu a gente não tem contato, não sabemos notícias e nem nada dele, as meninas estão bem. A menorzinha em exemplo de família não coloca mais o nome dele, é só pai, a mãe e a irmã, ela meio que eliminou ele da mente dela”, afirma.

Mesmo diante de quase dez meses sem respostas sobre o paradeiro do acusado, Priscila Karine afirmou que não perdeu as esperanças, mas revela que ainda não há perspectiva de prisão do estudante de medicina.

“Tenho [esperanças], nós temos que ter, mas se não está conseguindo ainda nós temos contanto com investigadores, mas não tem perspectiva de prisão, isso é uma ilusão que eles disseram para a gente que tinha alguma perspectiva”, finaliza.

A mãe também fez um desabafo e afirmou que as autoridades tem tratado o processo com descaso. Priscila Karine ressaltou que mesmo distante das vítimas, o acusado continua sendo um pedófilo que representa perigo para a sociedade.

"Na verdade a tristeza fica no descaso das autoridades em encontrá-lo. Por que apesar de não ser mais perigoso pras vítimas que ele não tem mais contato, ele ainda é um pedófilo e enquanto estiver solto é um perigo pra sociedade. E ele tem de pagar por todo o dano que causou a várias crianças", desabafa.

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